Mascaras de Luta Livre mexicana na Trafe

Posted on 21 julio, 2017

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Depois de quase 3 anos ter parado de escrever, vou retomar este blog, só que agora em português, para fazer dele a testemunha de um mexicano, que chegou em São Paulo para querer ir embora nunca mais. Também vou contar minhas vivencias diárias, desde a perspectiva de um dos tantos migrantes que acolhe esta metrópole, e que também batalha todos os dias com contrastes culturais, diferencias linguísticas e agora esta tendo um monte de experiências como empreendedor de um negocio de mascaras luta livre mexicana.

Bom, minha primeira experiência como empreendedor foi ontem em uma festa maravilhosa que esta bombando nas quintas-feiras no centro de São Paulo. O nome da festa é a Trafe, ela acontece na Flash, uma balada bem grande e bonita na conservadora e moralista rua de Rego Freitas, no bairro da República.

Seguindo a ideia da muito bela e bem querida Anna Opperman, me aventurei para chegar improvisadamente na festa ontem a noite, para tentar comercializar as máscaras de luta livre que eu trouxe da minha ultima viajem para a Cidade do México.

Quando cheguei na festa, me informaram que o Kaué era quem mandava nessa parada; depois que eu achei ele, mostrei as máscaras, e ele gostou da ideia. Nossa gente! Ele é um cara bem bacana, me tratou muito bem e me autorizou expor as máscaras só com a condição que eu relatasse minha experiência como expositor da Trafe. Aqui que esta a origem deste relato.

O Kaué me encaminhou com uma menina que me ajudou montar as máscaras numa área da boate, designada para artistas e empreendedores urbanos que procuram um espaço para exibir e comercializar seu talento e seu trabalho. Alguns dos meus talentosos amigos e desenhadores de modas como o Alex Honda e o Ismael Olivieiria, já participaram das quintas da Trafe, mostrando para o público as maravilhosas peças que eles produzem.

Para aqueles que ainda não conhecem, a Trafe é uma festa que esta nascendo, para reunir uma galera de São Paulo que gosta de se relacionar em um espaço livre de preconceitos, só com a intenção de se divertir e trocar uma ideia dentro de um espaço cheio de artes visuais, cinema, música, moda e gastronomia, todo bem selecionado e de bom gosto. Aqueles que ainda não conhecem, tem que ir, vale a pena, o lugar é bem legal, esta muito bonito e a música é incrível.

Inicialmente eu estava um pouco temeroso de expor as máscaras. Sabe tipo esse medo de fazer o ridículo vendendo algo que ninguém quer comprar, embora os produtores da festa e a galera que frequenta ela, me fizeram sentir como em casa. Foi uma noite bem divertida, convivendo com todo mundo. Todos eles souberam me acolher como um empreendedor que esta procurando um espaço nesta enorme cidade para exibir o seu trabalho e combater esta crise brasileira que não acaba nunca.

Afortunadamente, eu consegui vender várias das minhas máscaras, aliás até recebi muitos elogios da galera, falando que elas são muito bonitas e tem um preço bem acessível. Mas sabem uma coisa, a melhor experiência da noite foi ter trocado com a Veronika Vapirova, uma das suas muito finas e elegantes luvas de couro, por duas das minhas máscaras. Tem que conhecer as luvas que ela faz, são maravilhosas! Que maravilhosa forma de começar uma amizade, nem? Só na Trafe!

Bom, este foi o relato da minha primer experiência como expositor e empreendedor em São Paulo. Seguirei contando em futuros relatos minhas experiências dentro do mundo underground paulistano.

Para reforçar os valores, próximo sábado 22, vou estar vendendo minhas máscaras na conservadora e muito moralista festa Kevin no ZIG, pois vai ter um Baile de Máscaras que eu não vou perder.

Podem subscrever neste Blog para seguir lendo minhas aventuras neste maravilhoso pais Tropical. Até mais, e desculpem o portunhol ou faltas de ortografia, eu fiz o melhor esforço para escrever tudo corretamente,

Besos, abrazos y hasta la próxima.

Cacho Navarro

 

mascarasmex